Casal Cultural Temporada de Verão - Diário de Bordo 1

By Dezembro 19, 2018

Para quem não sabe, a Temporda de Verão do Casal Cultural já começou, colocamos nossas metas e estamos tirando elas do papel. Trabalhar, pegar uma praia e curtir a cidade. Arraial d'Ajuda foi o destino do Casal Cultural na estrada dessa vez

Pois é, voltamos a escrever. Nesse verão de uma forma um pouco diferente. Sem shows, peças teatrais, ou algo relacionado ao meio artístico, há não ser a nossa vida e as aventuras de um casal meio pirado que faz de seu tempo arte.

Nós chegamos a Arraial d’Ajuda no dia 14 de dezembro, após cerca de 17 horas de viagem. Pra que viemos para cá? Bom, nosso objetivo é fazer uma grana na alta temporada para podermos investir mais no site e no blog.

Porém viemos sem nada muito certo. Pegamos nossa pequena fortuna, fruto do último pagamento de nossas respectivas empresas, e a única certeza que tínhamos era de uma suíte que alugamos no centro da cidade. Pelo menos o local para dormir era certo.

Déborah conseguiu nossa estádia procurando em grupos de redes sociais da cidade, onde também deixou uma conversa meio que acertada sobre um trabalho de vendedor de praia, para a venda de chá gelado.

Bahêa, cheguei!

Ao chegarmos, deixamos nossas coisas na suíte, e fomos direto para as praias, afinal, não é sempre que mineiro tem esse prazer. Os primeiros dois dias, usamos para comer tudo que dava vontade e gozar da ilusão de sermos turistas.

Além de tudo, nesses primeiros dias a minha família estava por aqui, vieram tirar umas férias por essas bandas. O que nos forçou a passar esses primeiros dias na dita ilusão.

Ao terceiro dia já caímos na real. Traçamos nossos objetivos e fomos atrás deles. Fizemos nossos currículos e fomos aos bares e restaurantes para distribui-los.

Tínhamos que ir atrás do trabalho de ambulante que Déborah havia olhado desde Belo Horizonte. Pois bem, fomos nós de novo atrás de uma nova jornada.

A casa onde estamos possui uma localização muito boa, perto de algumas praias e no centro da cidade, perto de tudo o que acontece de importante. E para o trabalho de vendedor tivemos de ir para o outro lado da cidade, na estrada para a balsa. A princípio pensamos que tudo em Arraial era perto. Bobagem a nossa. Caminhamos mais de uma hora até chegarmos ao local marcado.

Pé na areia

Chegando lá, descobrimos que não era mais chá gelado que iriamos vender seriam hambúrgueres artesanais, e o salário de 35 reais fixos, mais comissão por vendas, era agora de 25 reais. Bom, ainda assim fomos até o final.

A dona da hamburgueria nos levou então até a Praia do Mucugé- praia que é a mais perto de onde fica nossa casa- para começarmos as vendas. A partir desse dia valorizamos os vendedores ambulantes de uma maneira incomensurável.

Déborah estava com o isopor com os lanches nas costas, uniformizada e de boné. Eu, seu fiel escudeiro, ao seu lado, levava uma caixa térmica onde estavam as maioneses caseiras feitas sem a utilização de ovos.

O discurso para as vendas estava decorado, cada um tinha uma parte para falar aos clientes. E abordávamos um por um. Muitos ouviam o que tínhamos a dizer, outros não queriam ouvir. Mas quase 100% não compravam.

Ficamos rodando entre duas praias, das 11 da manhã, até às 15 horas. E lhes digo que o sol faz parecer que é muito mais que 4 horas de trabalho. Nesse tempo encontramos minha mãe na praia que comprou um hambúrguer por pura pena e vendemos mais 1.

Vida longa aos ambulantes

Desse dia criamos experiência, estávamos calejados, e já sabíamos o que iriámos fazer. Quem compra hambúrgueres na praia? Tínhamos a solução! Vamos fazer nosso próprio negócio, parar de trabalhar para os outros e vender um produto que tenha saída. O bolinho de arroz com queijo da Déborah foi o vencedor.

No dia seguinte estávamos renovados. Compramos os ingredientes, acordamos cedo e fomos para o mesmo lugar, vender dessa vez o nosso produto. Fomos com a experiência do dia anterior, e conseguimos um resultado um pouco diferente do primeiro dia. Dessa vez vendemos nenhum.

Dessa forma foi posto um fim em nossa carreira de vendedores ambulantes. A moça dos hambúrgueres até chegou a nos ligar, mas, corremos dessa tarefa. Coisa que não devemos nos arrepender pelo resto de nossas vidas.

Então nossos planos de trabalhar em dois lugares no dia foi posto por água abaixo. Colocamos os pés no chão e fomos entregar currículos, em todos os lugares possíveis durante a noite. O dia, passávamos na praia.

No primeiro dia da distribuição dos currículos fizemos uma entrevista com uma argentina que precisava de um “chamador”, eu fui logo descartado por me declarar “calado demais”, eu sei lá o que é um chamador, achei que tinha perguntado se eu falava muito.

¿Hablas español? 

Déborah foi convidada para fazer um teste no dia seguinte que falhou por conseguir um emprego mesmo lugar onde a dona da casa em que estamos, trabalha. No final acabamos tendo sorte por isso.

Descobrimos que a tal argentina é ruim de pagamento e já passou muita gente para trás.

Eu continuei distribuindo currículos até que dois dias depois, três pessoas me ligaram para fazer um teste, além do pessoal do trabalho da Déborah.

Após muito pensar, acabei optando por ele, apesar de não ser a função que mais queria fazer. Porém, estava aliviado, achei que ia acabar não conseguindo nada.

Então, por enquanto, estamos trabalhando na Praça Caminho do Mar, Déborah como garçonete e eu no bar.

Semana que vem contamos mais do passeio e de como tem sido ficar por aqui, e como vem sendo o trabalho, e como arranjamos tempo para cuidar do blog.

Última modificação em Sexta, 02 Agosto 2019 18:44

Instagram Casal Cultural