Casal Cultural Temporada de Verão - Diário de Bordo 2

By Janeiro 07, 2019

O segundo diário de bordo do Casal cultural de Verão se inicia assim, pois se eu não acreditasse tanto em destino e em todas essas coisas que levam nossos desejos ao lugar certo, nada aconteceria. 


Mas vamos aos fatos. “Contratados” pelo mesmo bar, eu e o bê já começamos a trabalhar com lotação quase máxima do lugar. A pouco dias do Natal a cidade já dava sinais de que o verão havia chegado. Não digo na temperatura, mas sim na quantidade de pessoas que não paravam de chegar a Arraial D’ajuda. 

Dor para dar e vender

No terceiro dia de trabalho meus pés já não existiam mais e até pisar tinha se tornado um suplício . Nosso corpo pedia por algum diazinho de descanso e no dia 24, ele veio. O último dos próximos 3 meses. Era Natal e não precisávamos nos preocupar em estar na praça Caminho do mar antes as 17 horas do dia seguinte. 

A mãe do Bernardo prolongou sua estadia  e remarcou o voo para o dia 24 também, então pegamos a balsa e fomos a Porto passar pelo menos o dia de véspera de Natal em família. 

Logo após levá-la ao aeroporto Bernardo decidiu que eu precisava conhecer a Cidade Alta, ponto turístico de Porto Seguro e marco do descobrimento do Brasil. E ele não estava enganado, a pequena vila histórica é de uma beleza infinita. E faz até com que desejamos ter vivido a 5 séculos atrás. 

 
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Gosto duvidoso 


A famosa passarela do álcool foi o segundo ponto do nosso tour. As barraquinhas são cômicas, assim como os nomes dos drinks. O campeão da esquesitisse foi a Xoxota depilada. Que levava maracujá, morango e laranja. E é claro aquelas vodkas baratas pra deixar qualquer um bem alto. 

Já havia entardecido e precisávamos voltar para arraial pois tínhamos uma ceia  pra ir. Convite feito por nosso amigo desde os primeiros dias em que dissemos que passaríamos o Natal por aqui.

Um Natal diferente


Amigos, familiares, colegas, amigos do amigo. Todos que estavam ali presentes pareciam partilhar da mesma situação que a nossa, longe de grande parte da família, mas conquistando gradativamente uma família do coração. 

Claro, como nem todas as famílias são iguais... a ceia não teve horário para começar, então as 00:30 já estávamos nos despedindo. Tão diferente da minha família, que inicia a festa tomando todo tipo de bebida possível e vai ceiar só lá pras 3..4h da manhã. Nunca antes de entregar presentes, fazer amigo oculto e todas essas coisas empolgantes que só o Natal permite. 

Voltamos pra casa, vimos um filme no Netflix com direito ao nosso projetor em pleno funcionamento, até pegarmos no sono. 

Os dias seguintes foram de muito esforço, o bar onde trabalhamos é um dos maiores de Arraial e nos picos de horários não temos mais onde enfiar clientes. Mas a partir daí o corpo já vai se adequando a rotina e tudo se torna uma pouco melhor. Até o desafio de vender mais, atender cada cliente com qualidade. Ou sempre perguntar de onde estão vindo, similaridade é sempre bom. 

Mineiro que é mineiro diz sô, e uai...

E confesso, tem mineiro em todo lugar... acho, inclusive, que trocamos Guarapari por Arraial D’ajuda. 

Sem que víssemos, o Réveillon chegou, e com a alta temporada é claro que teríamos que trabalhar. E que loucura foi aquilo?!? Ao menos, o sentimento de virada de ano parece contagiar a todos, e os sorrisos estavam estampados. Sem stresses, sem brigas. 

Bernardo impôs que não poderia passar a virada exata de ano de uniforme porque jamais passaria de preto um segundo tão importante, e vai por mim... essa superstição é muito válida. Por isso, as 23:58 já estávamos com nossas blusas brancas. Pra 3 minutos depois voltarmos ao habitual preto do uniforme. 

Pé na areia, lua no céu, estrela cadente e energias mil

Terminada a noite de trabalho era hora de se divertir. Decidimos que precisávamos descer para a praia e ao fim, todos do bar estavam com a gente. Incluindo o chefe, a chefe, e o chefinho (filho do chefe) e todos os funcionários. Uma barraca de Praia era o destino e o valor cobrado foi isentado por nós, ou melhor pago pelos chefes como presente de Réveillon. 

E que lugar massa, pé na areia, luzes de neon, champanhe e whiskey também foram presentes de Réveillon. Fogueira, estrelas cadentes, fogos, parecia filme hollywoodiano. E quando menos esperávamos lá estava ele... o sol. Dizendo seja bem vindo a 2019.

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