Casal Cultural Temporada de Verão - Diário de Bordo 7

By Fevereiro 11, 2019

A semana passou e o dia mais esperado da semana chegou, diário de bordo no ar. Acompanhe agora mais uma semana, a mais tranquila do Casal Cultural pode se dizer, que ver?!  

A cara de férias dos nossos dias em Arraial d’Ajuda se assolou por mais uma semana, e aproveitamos todos nossos dias como “turristivos”, aquelas pessoas que não são daqui mais já conhecem o lugar como a palma da mão.

Por exemplo, vocês sabiam que existe um lugar no meio das falésias das praias da Pitinga, quase chegando em Taípe, que é possível se encontrar argila branca? Ou que lá no cantinho da praça da igreja é possível se comer empanadas em um ambiente pra lá de encantador?  Ou que não é preciso pagar uma fortuna para tomar um chopp gelado e comer um gigantesco e saboroso PF.

Essas coisas que só quem já está aqui há um tempo, e que passa por entre as ruas cumprimentando muita gente, ou talvez nem tanto assim, pode saber.

 Essa semana quase voou, levando em consideração todas as outras que se arrastaram, em meio as loucuras desses que vós falam, os últimos dias parece que mal existiram.

Você quer anunciar no nosso site? 

Bom,  eu (Déborah) descolei um trampo de captação de cliente, ou  seja, apresentar um portal da cidade que em geral é direcionado para turistas que procuram dicas de onde comer, onde ficar e etc etc etc. Não foi muito pra frente, confesso que meu demasiado desanimo não foi apenas do sol na cuca. Foi pelo serviço que eu estava oferecendo. Afinal, a gente sempre acha que pode fazer melhor do que o outro, principalmente quando é algo do nosso ramo.

Dois dias depois, entreguei o material e disse que infelizmente não poderia prosseguir com os trabalhos.

Assalto de praia

O pai de um dos nossos amigos mais próximos daqui veio fazer uma visita e aproveitamos para acompanha-lo em seus passeios, como ir à praia e ficar em uma barraca, coisa que nós nunca fazemos. Motivos: Caro, a música nem sempre nos agrada e não é um consenso, porém, não concordo com a “privatização” de lugares como a praia, que deveria ser um lugar pra todos.  Afinal, as melhores sombras são tomadas por cadeiras e guarda sol, que só podem ser utilizados caso você consuma naquele estabelecimento.

Contudo, aquele dia nós abrimos uma exceção, mas como já era esperado, ou você senta e come algum prato, ou você paga consumação. Pratos caros, e nem um pouco “suculentos”, cerveja de 600 ml a não menos que R$12. Coisas que não valem a pena para nós. Claro que nosso visitante não ficou contente, mas não tínhamos muitas opções além daquilo.

Os dias que se seguiram aproveitamos para tirar todos os filmes indicados ao Oscar da nossa lista de não assistidos.

Agora, sou eu falo (Bê)

A rotina não foi bem assim, como Déborah escreveu. Na realidade, todos esses eventos ocorreram, mas, dentre outros muitos programas relaxantes e revigorantes, como idas as praias diversas vezes, muitos shows de rua, e mais algumas vezes nos forrós que acontecem por aqui, divididos entre duas “casas”.

A verdade é que acontecem muitas coisas, porém já fazem parte de nossa rotina, por isso, às vezes esquecemos de algo, que em outra situação seria um evento marcante.

O mais legal dessa semana que se sucedeu, foi o show da tribo de Jah. Na praça onde costumam ter shows de rua, a conhecida como praça dos hippies. Uma estrutura de palco foi montada na parte da tarde, e até então não sabíamos o que aconteceria.

Fomos pegos de surpresa quando a histórica banda de reggae nacional foi chamada aos tablados após um show de abertura. A atração fazia parte de um evento beneficente, com patrocínios de Porto Seguro, em uma campanha contra a fome.

O cantor, Fauzi Beydoun, inclusive alertou sobre a gravidade do Brasil se encontrar, após tantos anos, novamente no “mapa da fome”.

O show não teve uma duração muito grande, mesmo assim agradou toda a plateia, de turistas, nativos, hippies, artesãos e vendedores que estavam naquela praça com uma vibração e sintonia como uma grande irmandade. E os clássicos da Tribo de Jah fizeram todos dançarem bastante, cada um do seu jeito.

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