TBT: 18 horas no Panamá

By Abril 21, 2020
Casal Cultural no Panamá Casal Cultural no Panamá
Tbt do dia que quase fomos vendidos no mercado negro. Não entendeu? Senta que lá vem história. 
Hoje naquela linha infinita de pensamentos que te levam de um para o outro, lembrei da viagem que fizemos para EUA em 2017. Foi incrível. Sem dúvida. Ainda seguindo a linha dos pensamentos múltiplos, veio à mente nossas 18 horas pelo Panamá. 
 
Ah, quem nunca pagou mais barato na passagem por 14314262h de conexão? E foi numa dessas que eu e o Bê voltamos no tempo, devido ao fuso horário, e desembarcamos na cidade panamenha Tocumen. Sim, desembarcamos. Pois depois conhecer o aeroporto de cabo a rabo, decidimos por um lapso de loucura e impulsividade de, euzinha aqui, sair aeroporto a fora e tentar, sei lá... pegar um metrô, um táxi, ou seja lá o que aparecesse pelo caminho. 
 
15min após o carimbo do passaporte, estávamos dentro de um táxi completamente clandestino que nos prometeu 5h de passeio por toda capital, incluindo o canal, mercados, praias e cidade histórica. 
 
Futebol, foi o assunto principal, mesmo sem nenhum de nós entender muito bem a língua um do outro, arriscávamos um portunhol péssimo, mas na língua universal do embromeishan conseguíamos nos comunicar. Após 50 minutos no carro, e várias passadas por pedágios ilegais. ( é que cara ia atrás de caminhões pra não pagar a taxa) confesso que minha coragem já estava pra lá de abalada. Um caminho que não tinha fim, um lugar que não chegava nunca. Eu olhava para o Bê, o Bê olhava pra mim, e nós não sabíamos pra onde correr caso algo desse muito errado. Afinal, estávamos em um país desconhecido, com uma pessoa que acabávamos de “conhecer”. 
 
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Bom, chegamos! O lugar era longe mesmo, e, com razão. De um lado estava o atlântico e do outro o pacífico e no meio, uma cultura gigantesca na qual aquele taxista bem do simpático se orgulhava aos montes. 
 
Era nítido que para ele, ser panamenho era algo a se orgulhar, principalmente por que o país havia sido classificado para a Copa do Mundo que ainda estava para acontecer. 
 
Vilas, prédios de arquiteturas megalomaníacas, praia com o mar caribenho brilhando em um dia lindo de véspera de natal, (sim, pobres de nós passamos a meia noite dentro de um avião, Merry Christmas) vendas cheias do famosos chapéus do panamenhos. E conversas sem sentido na linguagem de sinais do jeito que dava. Foi divertido.  
 
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Albaro (sim, acabei de lembrar o nome) nos perguntou onde gostaríamos de almoçar. Ainda receosos fomos no fast food que primeiro apareceu. E sem tirar os olhos do carro comemos apressadamente no intuito de conhecermos mais um pouco do país. Com o mesmo tom de respeito e orgulho, Albaro nos levou até a cidade antiga, contando sempre um pouquinho daquilo que conhecia. 
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Nos deixou novamente no aeroporto e se despediu cordialmente. Foi imprudente? Foi! Foi incerto? Sem dúvidas! Podíamos ter morrido, ter sido roubados, ou coisa pior? Podíamos! Mas deu tudo certo! E ao invés de uma memória ruim, a lembrança é fantástica!
 
 Obrigada, Albaro, seja lá onde você estiver, com simples gestos e muito pouco, reafirmou que a humanidade é sim muito boa! ❤️
Última modificação em Terça, 21 Abril 2020 21:54

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