A gente tava lá: Bloquinho da Lagoa, com Bell Marques e Durval Lelys

By Maio 14, 2018

Na Lagoa dos Ingleses o carnaval não acabou! E nesse clima, os veteranos, Bell Marques e Durval Lelys agitaram os fãs na "praia de Minas", no último final de semana. O Bloquinho da Lagoa ainda contou com participação mineira, dos Baianeiros.

 

Essa foi a terceira edição do Bloquinho. E foi realizada com muito estilo. A produção trouxe dois dos maiores nomes do axé no Brasil. Nunca em Minas Gerais aconteceu tal encontro, mesmo com a grande amizade entre os dois ícones.

A festa estava marcada para acontecer a partir das 15hrs. Mas, o complexo só começou a ganhar forma por volta das 16hrs. Pouco depois que os Baianeiros entraram em cena.

Hoje tem festa oxente uai

O trio mineiro teve a responsabilidade de deixar o público "no jeito" para os shows de logo mais. E conseguiram de maneira exemplar. Em um palco diferente dos baianos, a banda teve uma intimidade maior com os espectadores.

Tocaram de costas para a lagoa, com um telão em forma de sol ao fundo, levando o público a energia do entardecer que se seguia. Além, é claro, do sol "de verdade" se pondo enquanto o show rolava. Tudo que remetesse a ideia de que se pode trazer o clima de praia para o povo mineiro.

As escolhas das músicas funcionaram como um tributo a todos os grandes hinos do carnaval da Bahia, apresentando também algumas composiçõesautorais, que grande parte do público já conhecia. Isso por conta do grande movimento carnavalesco que está sendo feito em em BH. Lembrando que o grupo já tem quatro anos de bloco e dois de banda.

Vem com a gente, que uma mar de gente vai

Quem conseguiu chegar mais cedo aproveitou bastante o lugar, que estava espetacular. Estrutura muito bem feita, e linda. Realmente estávamos em um carnaval da Bahia.

A decoração contava com pássaros exóticos, sóis, e até imagens de Salvador. Óculos de sol eram distribuídos como brindes pela Devassa. Muitos cenários também estavam disponíveis para as famosas selfies.

Assim que terminada a apresentação dos Baianeiros, Durval Lelys já estava no palco e imediatamente começou seu set list. Após a primeira canção, conversou com a platéia, cumprimentando e dando as boas vindas.

 O antigo líder do Asa de Águia, interpretou todos os clássicos de sua antiga banda, ainda houve espaço para canções mais recentes. Com 60 anos, Durval mostrou o porquê é conhecido como o "Rei da Bahia". Um pique invejável. Ele cantou por cerca de duas horas de show, ou talvez, um pouquinho mais que isso.

E ainda sobrou espaço para homenagear o grande Geraldo Azevedo, com a interpretação de "Dia Branco".

Axé de todo lado

A estrutura do palco foi montada para ser 360 graus. A platéia rodeava o tablado e os músicos iam de um canto ao outro. Inovando, para um método mais democrático para assistir o espetáculo. Os espectadores ficavam divididos entre olhar para seus ícones e não parar de dançar.

Os presentes eram fãs bem fiéis, e carnavalescos de primeira. Muitas bandeiras e objetos que faziam menções aos baianos eram erguidos no ar. Algumas pessoas fantasiadas também preenchiam o local. Mas o que todos tinham em comum era a empolgação para dançar.

Após o final do show de Durval Lelys, nós estávamos no camarim para realizar as entrevistas com os dois. (Que aliás, saí aqui no site ainda nessa semana). Enquanto terminávamos de entrevistar Durval, o ex-Chiclete com Banana, subiu no palco.

Oba, oba!

A apresentação de Bell Marques se seguiu nos mesmos moldes da de Durval, recheada de clássicos. Bell, com um carisma que só ele tem, passava de um lado para o outro do palco inúmeras vezes dentre uma mesma música. 

 O cantor se mostrou em ótima forma, pulando e correndo o tempo todo. Quando alguns fãs pediam para que tirasse uma selfie com eles, o cantor atendia, mas, com algumas ressalvas. Tinha de ser foto, se fosse vídeo jogava o celular de volta para pessoa. A pessoa tinha também de estar cantando e curtindo o show, senão, levava um sermão ao vivo.

E assim continuou... E o Bloquinho da Lagoa nos ganhou. Deu foi uma saudade tremenda de fevereiro, mas ano que vem tem mais. Afinal, brasileiro que é brasileiro nunca precisa de época para comemorar o carnaval.   

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