A Gente Tava Lá: Lô Borges, Tênis + Clube

By Novembro 10, 2018

O Sesc Palladium abrigou um dos maiores músicos e compositores de Minas Gerais. Ontem, Lô Borges fez uma apresentação pra lá de especial, e nós, que vimos tudo de perto, viemos contar um pouco de como foi.

Marcado para 21:00 hrs. Ao horário que a apresentação deveria começar a plateia não estava muito cheia. Porém descobrimos que antes de Lô subir aos palcos, primeiro teríamos uma banda de abertura.

Luas, banjos e guitarras

Bobos foram os que optaram por aguardar mais um pouco para entrar. A Moons fez muito bem. Ao começo do show não poderíamos dizer se o grupo era estrangeiro ou conterrâneo.

As canções eram entoadas em inglês, mas, os artistas eram daqui mesmo, e se comunicavam bem nas três línguas que falaram: o português para agradecer o público; o inglês para declamar as letras; e a música, que falava por si só.

O som, meio folk, nos lembrou bastante Crosby, Stills, Nash. Isso sem tirar um pouco da influência das esquinas de Santa Tereza. Pena que a apresentação teve de ser tão curtinha.

Bom, após o show do Moons, em cinco minutos, como fora prometido, a estrutura de palco foi desmontada e substituída pela que seria do espetáculo de Lô Borges.

Ao entrar nos tablados com a banda, tivemos uma surpresa. O grupo contava com sete integrantes, sendo Lô, um deles. Nas primeiras canções tinham 4 guitarras no palco, mais que algumas bandas de heavy metal.

Depois disso descobrimos que alguns membros do conjunto se revezavam em alguns instrumentos. Além disso, tinham a proposta de trazer os arranjos originais das canções que datavam, em sua maioria, de 1972. Portanto a musicalidade teria que estar impecável. E esteve!

Tênis no palco

A turnê celebrou os dois primeiros discos de Lô Borges, os dois mais icônicos da carreira do artista. O disco do “Tênis”, e Clube da Esquina. Ambos são adorados inclusive por artistas estrangeiros como, Arctic Monkeys e Sean Lennon.

O grupo que acompanha Lô é liderado por Pablo Castro que faz um trabalho perfeito com os músicos, que, também são excelentes. Musicalmente o show traz exatamente o que foi gravado nos discos há mais de 40 anos. Nossas saudações a todos que fizeram essa experiência possível.

O mineiro foi bastante carismático com o público, e brincou um pouco, além de contar histórias sobre as músicas que seriam tocadas, sempre lembrando também quem eram seus parceiros nas composições.

A primeira parte do show foi dedicada às canções do Tênis. Disco que foi recentemente usado de influência por Alex Turner do Artic Monkeys. Depois da apresentação fica fácil saber o motivo dessa inspiração.

Pelas esquinas de Belo Horizonte

Na segunda parte são exaltadas as canções do Clube da Esquina. Uma parte do show mais animada para a plateia que canta a maior parte das canções em conjunto com a banda.

Ao final ainda tivemos surpresa. Uma composição inédita performada pela banda, nessa hora sem Lô, que foi um dos compositores junto com Pablo Castro, que cantou a obra.

E a saideira ficou à cargo de “Para Lennon e McCartney” que deixou os fãs agradecidos por porém presenciar tamanho espetáculo, quase tão grande quanto o artista que o proporcionou.

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