Como foi a 6ª edição do FICC

By Agosto 13, 2019
Como foi a 6ª edição do FICC Déborah Corsino

Então se foi mais uma edição do FICC, a última do ano. E o festival se despede  de Belo Horizonte com muitas boas lembranças do final de semana.

Emocionante! Essa é a descrição perfeita do que aconteceu na festa, tanto para artistas como o público presente no estacionamento do Estádio Magalhães Pinto, o nosso Mineirão.

 

Tivemos lágrimas nesses dois maravilhosos dias. Mas, lágrimas daquelas que valem a pena serem lembradas e carregadas como grandes troféus. É?!, o rock está vivo, salvando vidas e fica melhor ainda com cerveja.

 

Sábado, Dia 10

O estacionamento do Mineirão foi sendo preenchido aos poucos. Com um sol forte, nas primeiras atrações o público estava mais comprometido com a cerveja. Com mais de 500 rótulos, opção era o que não faltava.

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Na medida em que o álcool aumentava no sangue, e a sombra aparecia na frente dos tablados, a timidez ia embora. Ao mesmo tempo, era difícil não se animar com o poderoso Blues Rock de Audergang, com um repertório invejável, onde as canções autorais se misturavam e se perdiam ao meio de versões de clássicos internacionais de mesma qualidade.

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O primeiro show foi o suficiente para deixar o pessoal no clima de mais algumas horas de grandes bandas no palco do Festival Internacional de Cerveja e Cultura.

 

Depois do Blues, a banda seguinte era uma velha conhecida dos mineiros, trazendo aquele rock com uma pitada de regionalismo, uma banda que estava jogando em casa, contudo, jogava com um grande desfalque.

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O Tianástacia tocou sem Maurinho, que está fora da banda. E que não deixou de marcar presença no FICC, ficou como atração para o domingo do dia dos pais.

 

Podé segurou os vocais sozinho nessa 6ª edição. Podíamos sentir a falta de mais um vocalista em algumas músicas, mas a banda se saiu bem com o público.

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Uma música nova fez parte do show, a plateia decorou e conseguiu cantar junto na segunda vez que foi tocada: “Bom dia, amanhã”.

 

Além disso, a cerveja fez parte do show. Em parceria com a Krug Bier, o Tinástacia disponibilizou um Cd com os maiores sucessos da banda e mais três músicas novas para quem comprasse determinado chopp nas barracas da cervejaria.

 

Após um breve intervalo, onde podíamos matar a fome com um churrasco gaúcho, hambúrgueres, dentre diversos stands, e foodtrucks que recheavam o espaço. Também faziam parte lojas de suvenir, barbearia, e até estúdio de tatuagem. Metalzeiros e Galo Metal também vendiam seus produtos.

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Era a vez da Gamp entrar no palco, outra atração de Belo Horizonte com um set list cheio de composições da própria banda, com um instrumental muito bem preparado. Cerca de três músicas não eram da Gamp, mas eram versões que traziam a cara do grupo.

 

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Gamp foi o aquecimento perfeito para o Ira! e a prova perfeita que a música mineira está em ótima forma. Com direito a platéia cantando junto.

 

Edgard Scandurra e Nasi, fundadores da banda estavam presentes, acompanhados de Johnny Boy e Evaristo Pádua, que também já possuem anos de ira.

 

Ao subir ao palco foi uma verdadeira apresentação de rock. Com muita animação e entusiasmo. Com grandes clássicos, que formam alguns dos pilares do rock nacional. Os paulistas deixaram um grande “estrago” nos fãs.

 

A platéia era tão fiel, e fanática, que fez com que Nasi tivesse que esconder algumas lágrimas. Era realmente linda a performance. Tanto dos artistas quanto dos fãs.

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O cenário era então, mais que propício para algumas surpresas. Após uma pequena reunião entre os integrantes, Nasi começou a puxar um dos clássicos do punk rock internacional.

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“I wanna be your dog” de Iggy Pop e The Stooges foi a surpresa escolhida para presentear os fãs, que, não fizeram desfeita.

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Ao final, Nasi e Scandurra foram bastante atenciosos com Túlio Campos, desenhista que presenteou os artistas com desenhos dos dois. Túlio é autor de um livro de ilustrações recheado de artistas mineiros. Toda a arrecadação das vendas dos livros irá para o Hospital da Baleia. Nasi ainda concordou em gravar um vídeo felicitando o projeto.

 

Era hora da atração final do sábado, e em grande estilo. Nação Zumbi entrou ao palco um pouco depois das 22hrs. A exaltação iniciada com o Ira! continuou com o Nação.

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O show trouxe outros grandes clássicos da música brasileira, assim como também honrou a memória de Chico Science. A mistura de elementos brasileiros ao rock e muitos instrumentos de percussão ganharam o Mineirão.  

 

Como de costume o espetáculo foi recheado de protestos e declarações por parte da banda, fossem gritos contra bolsonaro; braços erguidos; e pedidos de: “Lula Livre!” em que o público, continuava, ou até mesmo criava seus próprios lemas.

 

Domingo dia 11

 

Dia dos pais! Mas, não é por isso que deixaríamos de marcar presença. Afinal, é dia de show também, e a gente tava lá!

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Assim como no primeiro dia do evento, o estacionamento do Mineirão estava repleto de amigos, familiares, e diferentes gerações, muitas crianças faziam parte do cenário do FICC. Talvez no domingo um pouco mais desse contraste fosse visto por conta da data especial.

 

Assim como o rock era passado de pai para filho, a cerveja era uma paixão igualmente importante para ser perpetuada. (É claro que para maiores de 18 anos).

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Por falar na nova geração, as primeiras atrações foram Dangers, e Poison Gas, ambas formadas por jovens músicos, adolescentes e crianças, que, não perdem em nada para os veteranos. O palco do FICC não significou peso nenhum para a meninada.

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A terceira banda foi Glasgow9, que marcou presença na última edição do FICC. A banda é um sucesso com a platéia. Com grandes versões de clássicos do rock que vão de Neil Young, Prince, até Aerosmith, o Glasgow9 faz um grande tributo ao rock ´n´roll com músicos virtuosos e carismáticos.

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As atrações do domingo reafirmaram que a nova geração conhece de Rock, e sabe como fazer jus ao gênero musical. Era a hora de Daparte entrar no “ringue”, e o fizeram com muita autonomia.

 

Com estrada por Belo Horizonte e cada vez mais fincando a bandeira no estado de Minas Gerais, os músicos tocaram os sucessos do primeiro disco da carreira, Charles.

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Daparte também mostrou ao público belorizontino mais duas novas composições, que provavelmente devem fazer parte do próximo trabalho de estúdio. Algumas homenagens para suas grandes influências também foram lembradas como: “Nada será como Antes” do Clube da Esquina e “Wonderwall” do Oasis.

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Era chegada a hora de mais um momento único, e para lá de especial em Belo Horizonte. O primeiro show solo de Beto Bruno (ex vocalista da Cachorro Grande). Com alguns singles lançados, e um disco no forno, para sair esse mês. O artista mostrou que também está preparado para o novo desafio, e os fãs mineiros deram as primeiras bênçãos.

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A banda tem uma formação bastante especial, que conta com vários integrantes mais novos. Ao todo são sete pessoas que sobem nos tablados. Pedro Pelotas, também da Cachorro Grande acompanha o músico nos teclados.

 

Eduardo Schuler, que acompanhou a Cachorro nos últimos shows se firmou nas baquetas, Sebastião Reis fica encarregado pelo violão. Eduardo Hollywood no baixo, Henrique Cabreira nas guitarras ao lado de Gustavo X.

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Muitas músicas que entrarão no novo disco foram mostradas no Mineirão. Algumas outras para lembrar da Cachorro Grande. Quando Samuel Rosa subiu ao palco a festa tomou outras proporções. Cantando juntos, Beto Bruno e Samuel Rosa entoaram músicas do Skank, assim como da Cachorro Grande.

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“Dois Rios” composição de Nando Reis, Lô Borges, Samuel Rosa também foi lembrada. Por pedidos de BetoUm mais um” do Skank entrou no set list, tal como Beatles e George Harrison. Nesse meio tempo, outra participação surgiu, a Daparte, inteira, no palco. Surpresas que o FICC sempre nos proporciona.

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Mais momentos emocionantes estavam por vir quando a FICC Bier Band foi anunciada para a próxima atração. A banda trata-se de um compilado de artistas de peso, que se revezam e se agregam no palco.

 

Nessa edição nomes como, Rodrigo Santos ( ex-Barão Vermelho), Glauco Mendes (Pato Fu), Valentina (The Voice Kids) e Maurinho Berrodagua, fizeram parte do supergrupo.

 

No começo Rodrigo Santos embalou o público com clássicos do Barão Vermelho e Cazuza. Com um contrabaixo marcante e forte ele trouxe energia além de animar a plateia também nos vocais.Rodrigo foi um dos nomes já teria participado da banda na edição anterior.

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 A próxima atração da banda foi Valentina, que participou do programa de calouros da Rede Globo, The Voice Kids Brasil. Ao ouvir os primeiros versos de Valentina cantando alguma música, a primeira coisa que vem em nossas cabeças é: como ela não ganhou o programa?!

 

Bem, essa questão pouco nos importa. O que precisamos é de ouvir essa voz em mais shows de peso. Com 13 anos, Valentina cantou clássicos como “Sweet Child o´ Mine”, do Guns and Roses, “Highway To Hell” do AC/DC e “Rock n’ Roll” do Led Zeppelin, a canção que a levou para o The Voice. A platéia foi à loucura com as interpretações de Valentina. Até algumas lágrimas puderam ser vistas nos rostos dos ouvintes.

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Contudo, as lágrimas viriam mesmo depois, que a próxima atração subisse ao palco. Trazendo suas grandes influências, Maurinho Berrodagua, o vocalista de Maurinho e os Mauditos, levantou o público com a eterna composição de Sérgio Sampaio, “Bloco na Rua”.

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Foi um dos primeiros shows de Maurinho fora do Tianástacia. E os fãs não poderiam ter dado uma resposta mais animadora para o artista do que a que se sucedeu: após a primeira canção, as pessoas não paravam de gritar pelo nome do músico, dando total apoio ao novo desafio na carreira.

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O artista tentou continuar o show, porém os gritos incessantes da plateia não permitiam. O reconhecimento era nada mais que o merecido pelo ícone da música mineira. Os gritos levaram o vocalista ao choro, e copiosamente ele se emocionou.

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Além do público, ele recebeu apoio de Glauco Mendes, que estava nas baterias e é ex-colega Tianástacia de Maurinho, que hoje toma conta das baquetas do Pato Fu.  Samuel Rosa subiu aos palcos e deu um demorado abraço no colega, além de incentivá-lo nos microfones. Da mesma maneira fizeram membros da produção do evento.

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Maurinho recebeu novo gás para continuar o show com mais clássicos do rock, que iam de Plebe Rude à The Clash. Foi um momento marcante e único. O artista chamou, novamente, Valentina aos palcos para cantarem juntos “Should I stay or should I go”.

Beto Bruno e Samuel Rosa fizeram também  uma “palinha” ao exemplo de outros artistas, que cantaram em uma “bagunça organizada “You Really Got Me”. 

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Maurinho mostrou que está na ativa, e que seu lugar sempre será em cima de um palco. E o público mostrou que sempre vai estar lá.

 

Seria o momento perfeito para o final do evento se ainda não tivesse um dos melhores covers do Pink Floyd do Brasil, ATOM. O dia dos pais recebeu um dia emocionante, e cheio de grandes acontecimentos do rock nacional. Quem assistiu vai comentar por anos sobre os dias 10 e 11 de agosto de 2019

 

Última modificação em Terça, 13 Agosto 2019 22:27

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