A Gente Tava Lá: Orquestra Mineira de Rock

By Março 23, 2019

Palco de centenas de entrelas da música brasileira e internacional, ontem o Km de Vantagens Hall também recebeu a Orquestra Mineira de Rock, esbanjando personalidade e qualidade musical

Ontem foi mais um dia de rock no Km de Vantagens Hall. De uma forma diferente foi o dia da Orquestra Mineira de Rock, apresentar músicas do gênero em suas obras belorizontinas e outros clássicos do rock ‘n’ roll mundial.

Foi também dia de festa! Afinal, o grupo comemorava 20 anos de estrada. E tudo conduzido da maneira digna do aniversário, com casa cheia e aquele atraso de início que faz parte de um grande espetáculo.

Rock 'n'roll na estrada

A Orquestra Mineira de Rock é nada mais que a junção de três bandas de Belo Horizonte: CartoonCálix e Somba. Não. Na verdade é muito mais que apenas uma “reunião de bandas”.

As três bandas juntas trazem um som novo, e uma maestria invejável. Diferente de uma orquestra tradicional, traz instrumentos utilizados com frequência no mundo do rock, isso com a adição de um violino em tal música, banjo em outra, flauta transversal e por aí vai. Muitos elementos do rock progressivo.

Os integrantes do grupo quase não cabiam no palco. Duas baterias, dois teclados, o número de pessoas nos tablados fazia do som uma experiência única.

O grupo parecia não ter uma liderança definida, já que de maneira carismática, os músicos se revezavam para falar com o público, fosse para fazer uma piada, convidar para um próximo show ou incentivar a cantar alguma das músicas.

A abertura do show já deixou o público em pé. Entraram apenas dois integrantes no palco que puxaram a introdução de uma canção do Led Zeppelin, para depois caírem os panos, e o resto do grupo os acompanhar de uma forma mais agitada no restante de “Kashmir”.

Após essa pequena introdução foi a hora de reverenciar a terra do pão de queijo com clássicos do movimento “Clube da Esquina”.

Dessa maneira o “set list” se seguiu revezando entre canções de clássicos do rock, como: “Yes”, “Crosby, Stills and Nash”, "Scorpions", dentre outros, e canções do rock de Minas Gerais. Entre essas canções eram performadas canções autorais das três bandas.

O momento mais marcante de uma canção autoral foi quando a Orquestra decidiu tocar “Ventos de Outono”, da Cálix. Os integrantes da banda encorajaram a plateia a filmar a canção, porém de forma diferente.

Pediram para filmar em “selfie”, com as pessoas cantando, e marcar o Instagram da banda, com a promessa de um vídeo contendo trechos da plateia cantando a música junto com a Orquestra.

Alguém ainda acha que Elvis morreu?

Há quem diga que o rei do rock apenas de multiplicou. Nós começamos a acreditar fielmente nisso depois do show.

Dois integrantes do grupo resolveram fazer um desafio apoiados pelo restante dos músicos. Quem seria o melhor interprete de Elvis Presley. Cada um possuía um teclado para se provar o novo rei.

Enquanto um puxava “Bridge over troubled Water”, o outro vinha com “It's Now or never”, enquanto outro vinha com “Hound Dog”, um vinha com “Blue Suede Shoes”. E essa fórmula prosseguiu por umas cinco disputas, até que todos presentes concordaram com um empate.

O show de “Elvis” não acabava por aí. Declarado o empate, os dois cantaram juntos um dos maiores sucessos de Elvis, “Suspicious Mind”, dessa vez, acompanhados pela Orquestra. A emoção foi tamanha que os dois “foram pra galera”, cantaram junto ao público, que estava tão entusiasmado quando os dois “Elvis”.

Perto do Fim

Estava chegando o final do espetáculo, e fomos presentados com uma das canções mais esperadas da noite, “Bohemian Rapsody” do Queen, que voltou às “paradas”, com o premiado filme de mesmo nome. Fato inclusive citado por um dos integrantes.

Após outras duas músicas, a plateia foi agraciada com outra música do Queen (prometida para ser a última da noite) “Somebody to Love”. Talvez orquestra combine bastante com a banda inglesa, já que o público ficou mais uma vez extasiado.

Voltando para o bis, após muitos pedidos, o grupo voltou com uma surpresa e um convite. Tocaram o famoso medley de “Golden Slumbers” dos Beatles, que fecha o disco “Abbey Road”. Achamos que depois da última canção não poderia acontecer nada à altura. Estávamos enganados.

Após a performance das canções dos “garotos de Liverpool”, a Orquestra Mineira de Rock fez um convite: 4 de agosto no Palácio das Artes acontecerá uma apresentação em homenagem aos Beatles, com apenas canções do quarteto.

Então não perca essa data, nós estaremos lá.

Última modificação em Terça, 02 Julho 2019 13:42

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