A gente tava Lá: Prime Rock Festival

By Novembro 25, 2019
Dado, Bonfá e André ao final da primeira edição do Prime Rock Festival Dado, Bonfá e André ao final da primeira edição do Prime Rock Festival

Sábado, foi de rock de bebê. O Prime Rock Festival veio com tudo, com chuva, com sucesso, com público e o principal com muito rock’n’roll.

Fotos: Déborah Corsino

Quem ai se lembra do bom e velho Pop Rock Brasil? O festival que reunia grandes nomes como Kiss, The Offspring, Marron 5 e Black Eyed Peas era um dos maiores do Brasil nas décadas de 80, 90 e 2000. O Mineirão foi palco para muito bate cabeça, morsh e chiados de guitarras.

Anos depois, nome diferente, épocas diferentes mas o que não muda é a vontade fazer um Rock’n’roll. Era estreia da festividade, e como vocês podem ter visto, rolou de tudo, mas de tudo mesmo. O mais importante é que rolou muito clássico. Isso aí, um atrás do outro. Foi um evento que poderia ter acontecido há anos atrás, que continuaria com muitas das mesmas bandas que pisaram no palco no sábado.

priem 7

Bem... Talvez na década de 1980, Nando Reis ainda estivesse nos Titãs, Humberto Gessinger ainda era Engenheiros do Hawaii, Hebert Vianna ainda teria cabelos e Jota Quest ainda estaria em fase embrionária. Mas nada disso tira a energia que foi trazida aos palcos pelos veteranos do Rock Brasil. O público de Belo Horizonte, há muito carente de festivais que trouxessem voz aos clássicos da música brasileira derivada do pop rock, compareceu em peso e encheu as três categorias de ingresso disponíveis para venda.

Os portões se abriram ao meio dia, porém a primeira atração começava às duas. Era o tempo perfeito para pegar as primeiras cervejas e adquirir souvenires que iam de camisetas, copos, até livros e discos de vinil.

Vamos ao que interessa: show!

priem 11

Wilson Sideral, jogando em casa, fez as honras com seu projeto Tropical Blues, que valoriza a música nacional no formato de Blues. Sideral, além de colocar a animação do pessoal lá em cima, deu a brecha perfeita para a Blitz entrar ao palco.

Com um sol de rachar (guarde bem essa parte) o Tropical Blues passou o bastão para Evandro Mesquita e companhia. Muito do público ainda ia chegando por essa altura.

A banda tocou vários dos clássicos que lançaram tendência nos anos 1980, e uma ou duas canções lançadas no último ano, trabalho que inclusive foi lembrado na premiação do Grammy.

priem 13

O show foi dividido em vários momentos e figurinos diferentes, a começar com as mulheres que faziam os vocais. Cada música era performada à caráter, seja por um cocar, ou um biquíni de bolinha amarelinhas. Com grande carreira de ator, o espetáculo tinha muito a ver com seu líder e vocalista.

 

priem 15

Nando Reis era o próximo a encarrar os mineiros. Muitas pessoas esperavam ansiosamente pela entrada do músico.

Mas a felicidade e o sol duraram por cerca de duas canções. De hora para outra, o calor deu espaço para uma tempestade de escala altíssima. Trovões e relâmpagos acompanhavam um vendaval e nuvens pretas no céu.

Sol e Chuva? Chuva e Sol? Chuva e mais chuva

No começo, tudo era motivo de festa, e a chuva não atrapalhou os fãs, que continuavam a cantar, a maioria em capas de chuva. A coisa se tornou insustentável quando o vento derrubava instrumentos e o microfone de Nando Reis em cima do palco, enquanto a água- caindo pelas laterais- invadia o show como o mais desvairado dos fãs.

Nando Reis teve de parar seu show para que as coisas se corrigissem. Algum tempo depois, piorou, e a produção do evento teve que pedir que as pessoas se afastassem das estruturas do show devido a sérios riscos e como medida de prevenção.

Até algumas entradas do Mineirão tiveram de ser abertas para abrigar os fãs, que fugiam da tempestade. Os ânimos se acalmaram, e todos ficaram tensos, sem saber o que aconteceria a seguir.

Passava tempo, e a tempestade não ia embora. Cerca de duas horas depois, aí então a esperança começou a ressurgir. Mas parte do público foi embora nesse ponto.

Ao horário que mais dois shows deveriam ter ocorrido, ninguém estava em cima do palco. A Esplanada no Mineirão é um local em que o som não pode transpassar da meia noite. Então tudo estava incerto em relação as bandas, que iriam se apresentar.

Quem estava no setor "camarote secreto" ainda podia esfriar a cabeça com algumas bandas covers, que estavam a agitar o pessoal. Enfim, com muito atraso e muita chuva, Nando Reis conseguiu voltar ao palco, e com muitos gritos da "torcida", finalizou com honra seu espetáculo. Ah, e só pra lembrar, quem ficou à cargo das guitarras foi nosso querido Leo Lachini, ex- Tianastácia.

priem 18

Devido a tempestade, todos os show teriam seu horário reduzido. Com uma inversão com Humberto , os Paralamas do Sucesso faziam o que lhe era esperado, um show sem falhas e cheios de hits, nada além do esperado por Bi Ribeiro, João Barone e Hebert Viana. 

priem 21

Cerca de 50 minutos depois (média dos shows pós tempestade) era hora da banda de Humberto, que cumpriu com o esperado e tocou vários sucessos dos Engenheiros do Hawaii, além de uma canção de sua carreira solo.

priem 2

 

Seu baterista, Rafael Bisogno, como de costume roubou a cena com sua caracterização gaúcha e o incrível talento na bateria.

priem 3

Gessinger tentou conversar o máximo com o público sem que interferisse no curto tempo destinado aos clássicos que ajudou a compor.

Na moral, era hora do Jota Quest, assim como Sideral, jogar em casa. E com tudo ao seu favor, Flausino agradeceu a toda produção, além dos fãs que continuaram, fielmente, a prestigiar os espetáculos. Depois de alguns hits e muita simpatia e presença de palco. priem 4

 

O Jota anunciava a banda final, Legião UrbanaInfelizmente os Legionários ficaram com o menor tempo de espetáculo, mas não poderia ser outra banda para fechar a noite.

priem 4

Foram poucas palavras de Bonfá, e Dado Villa Lobos, porém fomos presenteados com muita emoção e a incrível interpretação de André Frateschi. Era lindo ver a emoção do artista ao cantar as eternas composições de Renato Russo.

priem 8

Era difícil ouvir a voz do cantor, que agradava o público em cada gesto. Além de Frateschi nas vozes, Bonfá e Dado também cantaram, cada um, uma música.

A bandeira da Legião, com sua formação clássica foi erguida, e o público queria muito mais. Mas não existiria canção melhor para terminar o show que "Perfeição".

priem 9

Dentre todas as turbulências, o Prime Rock Festival, deixou uma ótima primeira impressão. Com um belo potencial para aprimorar ainda mais uma segunda edição.

 

priem 10

Última modificação em Segunda, 25 Novembro 2019 16:45

Calendário de Eventos

« Julho 2020 »
Seg. Ter Qua Qui Sex Sáb. Dom
    1 2 3 4 5
6 7 8 9 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30 31    

Instagram Casal Cultural