Papo Cultural: Rodrigo Santos

By Junho 15, 2018

Há alguns meses, o Ex- Barão Vermelho conversou com o Casal Cultural sobre o show Call The Police, no qual está presente, Andy Summers e João Barone. Além disso o músico contou sobre sua saída do Barão, sua agenda de shows, homenagem para Cazuza e careira solo

 

CC: Bom, primeiramente eu queria saber como está esse seu projeto, “Os Lenhadores” correto? Um projeto só de cover, conta um pouco para a gente?

R.S: Não, na verdade explicando em geral como é o “Os Lenhadores”, ele é da minha carreira solo, desde que o Barão começou a parar, e o Frejat foi se dedicar a carreira solo dele. Primeiro eu toquei com o Kid Abelha, com a Blitz, na segunda parada em 2007, resolvi começar uma carreira solo, pois não havia previsão de volta do Barão. Depois eles voltaram em 2012, fizeram 20 e poucos shows. Mas, entre 2007 e 2012 eu comecei a fazer o meu. Lancei meu primeiro disco pela Som Livre. Também o segundo em 2009. O terceiro em 2010, o DVD em 2011. Dois DVDs, um em um teatro e o outro em cima de uma kombi na praia. Com participações de Ney Matogrosso, Leo Jaime, Leone, chamei maior galera, Evandro Mesquita. E ai lancei um outro disco em 2013, chamado Motel Maravilha. Também fiz uma parceria do o Andy Summers, do The Police, e começo nossa parceria.

CC: Inclusive eu vi muitas vezes, os lenhadores tocando The Police.

R.S: É que os lenhadores, foi o seguinte. Chegou uma hora em que parte da minha carreira solo, era em quinteto, e eu tocava violão. Tinha alguns shows que eu fazia, só na voz e no violão, tipo o Leone faz. E teve a hora que eu montei um palco em formatos diferentes. Ai eu comecei, quero dar um nome para o power tiro, mas não quero um nome como uma banda. Vai funcionar como Neil Yong e  Crazy Horse, o próprio Nando reis e os Infernais. Alguns nome lá de fora, sei lá. Ai eu falei, queria uns subtítulos.

 Esse show não é acústico, esse show não é quinteto, não é um coral. Se transformou mais um pouco em show de festa, porque eu comecei a contar minha história nesse show. Iai eu toquei com o Lobão, Kid Abelha com Leo Jaime, João Penca, com a Blitz, 25 anos do Barão Vermelho. Agora estou tocando com o Andy Summers, só The Police. Então isso tudo, fez com que o show se transformasse em uma festa. Inevitavelmente. No meio disso ainda comecei contar outras histórias, de bandas que eu curto e tal, tal, tal. Acabando que virou um DVD, que seria a “Festa rock”, com produção do Menescal, com quem eu estou fazendo turnê agora e que estreia em abril. No mês em que o Cazuza faria 60 anos. E a Bossa Nova também faz 60 anos. E eu, Menescal e Leila Pinheiro montamos, estamos ensaiando todo dia, “Cazuza e Bossa Nova, “Faz parte do meu show.” É o nome da turnê que estreia, no dia 27 de abril no Rio. Então, o Menescal fez um DVD de rock, “A festa Rock”. Agora estão fazendo umas de Bossa nova. Então é uma dessas coisas todas, os “Lenhadores” se tornou um sub título disso ai. Eu não uso sempre não, quando dá na telha assim, “ah hoje vai ser só rodrigo santos, hoje será Rodrigo Santos e os Lenhadores”. Mas, simboliza realmente o som mais rock’n’roll, do show de festa que eu faço que conta a minha história dentro o rock. Muita coisa do Barão, obviamente, que eu mudei, que eu construí. Muita coisa do Cazuza, por ter essa lembrança da voz. Por estar fazendo esse projeto do Cazuza. Mas daí no DVD acabei incluindo Raimundos, sei lá, Jorge Bem Jor, Tim Maia. Hoje, um show um pouco menor do que o habitual, vou me concentrar em Legião. Claro, hoje eu não vou tocar Titãs, mas costuma ter. Costuma ter Charlie Brow também. Mas são medleys, são proibida para mim emendada com Gilberto Gil, Não Chores Mais. É tudo em track, que emenda The Police com Será do Legião. Então, se for para definir a festa rock, é assim. Mas o nome do DVD não tem nem Os Lenhadores, é Rodrigo Santos.

CC:Você participou da reunião do Barão, em 2012. Que veio inclusive para o Chevrolet Hall, hoje Km de Vantagens.

R.S: Sim, que foi sensacional.

CC: Teve uma homenagem bacana, teve a reedição do primeiro disco, né? Músicas como Sorte ou Azar, regravadas... Você decidiu não reunir agora, novamente, porém, sem o Frejat?

R.S: Não, eu reuni. Eu sai em novembro, mas eu fui quase um ano.

CC:Sim, Inclusive fomos a um show em que você estava tocando, porém, eles estão com o projeto de um disco novo, você faz parte desse disco?

R.S: Não, aconteceu o seguinte. Quando voltou e o Frejat decidiu sair, e o Peninha morreu também. Eu estava com esse projeto do “Cazuza Bossa Nova”. Para estrear, e agora em 2018, tenho esse projeto com o The Police, que sou eu, o Andy Summers e o João Barone. A gente volta ao Km de Vantagens Hall, com o The Police, em junho. No dia da estreia do Brasil na copa. A gente vai tá com o “Call the Police”.

 A gente já foi para o Hangar, no ano passado com o Andy Summers e com o Barão, e agora passou para o Km de Vantagens Hall, eu espero que dê certo, né? E aí, o que aconteceu com o Barão, eu tinha todos esses projetos engatilhados para 2018. E eu falei isso na volta. Eu disse: “Gente, eu conheço o mercado. Não vai acontecer esse ano. Vai acontecer no meio de 2018, para 2019.”

E naquele momento eu tinha show todo dia. Então eu pensei: vou estar comprometendo minha agenda. Não vai ter show nesse momento e não posso travar datas. É uma coisa normal em uma banda, estávamos trocando de cantor.  Na reunião eu até cantei uma música do Barão, “Cuidado”. E, eu tava me divertindo bastante, a gente gravou no Km de Vantagens, O especial, ao vivo para o canal Bis. Estava tudo certo. Mas a minha agenda, nossa! São 20 shows por mês. Sem contar esses projetos que eu ainda ia fazer. Que dizer, eu estou ensaiando todo dia com a Leila e com o Menescal. A Leila cantando e eu também, “Cazuza, bossa nova”. Desconstruindo todas as canções. Coisa, como, “Só se for a dois”. Que dizer, músicas que não estão no meu show de estrada, músicas que não estão no repertório do Barão. Coisas que me agradam muito fazer, tocar Bossa Nova, esse repertório juntou. Está sendo um sonho meu, pretendemos ir para Europa, para o Japão. Com o The Police, a gente estreia na Argentina, depois vem a Belo Horizonte. Que dizer, são coisas que estavam acontecendo na minha vida e que algum momento eu falei assim “Cara, até quando eu vou...”

Estou com uma turnê com o Andy Summers e outra com o Menescal, então eu falei assim, acho que minha vida, musicalmente ela ampliou. O show de estrada de rock’n’ roll é esse me show, que faço hoje aqui. Ai roda por tudo quanto é canto do Brasil, mas, os projetos me agradam. Me agrada arriscar. Não canto no “Cazuza, Bossa Nova” as que eu canto no meu show, que é “Bete Balanço” eu deixei essa para a Leila. Eu cantei umas que eu nunca cantei na vida, que o Cazuza faz com João Nonato com o Gil, “Um trem para estrelas”. Então, esses desafios fazem parte. E eu disse a eles que se eu não conseguisse conciliar, uma hora eu teria que deixar a banda, para a banda poder segui leve. Eu poderia atrapalhar. Ai eu resolvi sair na hora que tinha pouca coisa acontecendo. Deixar passar, virar o ano, vir o carnaval. E o disco eu sabia que só ia vir no segundo semestre de 2018, que é onde chega a turnê com o Andy Summers que e em junho. Então, para mim, não dava. E eu gosto de cantar, mas ali eu senti que é como seu eu tivesse dado um passo para o lado, ou para trás, e não dava.

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