Tem Resenha: Watchmen, superando expectativas Destaque

By Janeiro 08, 2020

Tem tempo que não falamos de séries por aqui. Pois bem, comecemos o ano falando de Watchmen.

Watchmen série imagem capa

 

Como sabemos, ou deveríamos, Watchmen é uma série de quadrinhos americanas da DC Comics. A trama é adulta e mostra heróis e anti heróis, em uma distopia. Portanto a história tomou um rumo diferente de nossa realidade.

 

Em 2009 a história das HQs foi transformada em filme dirigido por Zack Snyder, e hoje é um cult, apesar de na época ter chamado pouca atenção. Se você não assistiu não perca tempo. ( É definitivamente o filme baseado em HQs de que mais gostamos)

 

Qual o motivo da dessa introdução? Bem, é necessário que você assista ao filme ou leia a HQ, para se contextualizar com os eventos que ocorreram na série de TV. ( Ou procure um resumo no YouTube, mas não recomendamos).

imagem dois watchmen

 

Vamos direto para a adaptação Watchmen de 2019. O seriado foi chefiado por Lindelof, responsável por Lost, e The Leftovers. O cineata tem um estilo único, e como suas duas primeiras criações, deixa o telespectador instigado, com várias informações e dúvidas na cabeça.

 

Porém com Watchmen ficamos perdidos por poucos episódios, até por conta de sua narrativa rápida e poucos episódios, que em seu nono e último nos dá a impressão de desfecho.

 

A adaptação tem sua própria identidade, isso sem perder as referências e o respeito à sua história original, criada nas HQs por Alan Moore e Dave Gibbons, mas desde seu primeiro episódio busca sua emancipação.

 

E consegue cumprir sua proposta ousado do início ao fim de sua produção. Os personagens originais são utilizados e alguns deles sofrem revelações importantes, mostrando que não se trata apenas de saudosismo.

 

Os personagens novos, como a protagonista Angela Abar, interpretada por Regina King, mexem com toda estrutura do roteiro, criando um vínculo com os telespectadores que abraçam-os pela complexidade de suas personalidades, algo recorrente em Watchmen.

imagem tres watchmen

 

O seriado consegue explorar toda a realidade alternativa criada na ideia original, como o recorte do Vietnã, que é um estado americano desde o confronto com os Estados Unidos.

 

Críticas sociais e raciais marcam presença em peso a sequência da história de Alan Moore. Aliás, é o grande foco da série. No primeiro episódio somos transportados ao século 1920 com o massacre dos negros em Tulsa. Infelizmente, fato que não faz parte da distopia de Watchmen.

 

Um grupo de supremacia branca autodenominado "A sétima Cavalaria" cresce com violência e terrorismo infiltrando na política e polícia de Tulsa em 2019. Eles são reconhecidos por máscaras de Rorschach.

 

Angela Abar é uma policial, que esconde sua identidade. A polícia para sua própria segurança faz o uso de identidades secretas.

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Os caminhos de Ozymandias (Jeremy Irons) e Doutor Manhattan, além Laurie Blake (Jean Smart) antiga Espectral, iram se cruzar com a nova história de Lindelof com o protagonismo de Angela Abar de maneira magistral com todo o respeito e cuidado pela história original de Watchmen.

Toda a adaptação foi de tirar o fôlego, o roteiro foi perfeito, pra nós, definitivamente uma das melhores séries de 2019.

 

Vale lembrar que a sequência trazida pela HBO respeita os eventos da HQ, portanto ignora o final do filme de 2019, a diferença pode nos deixar um pouco confusos.

 

A ousadia com a criação dessa série é o que ela tem de mais louvável, além de trazer uma temática atual de maneira a se encaixar com o enredo antigo. Por favor, dêem mais alguma coisa para Lindelof escrever.

Última modificação em Quarta, 08 Janeiro 2020 20:00

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